terça-feira, 20 de agosto de 2013

Resenha "Os Instrumentos Mortais" - Cassandra Clare

Essa será nossa primeira resenha dupla, já que os pontos de vistas são opostos. Funcionará assim, a resenha escrita pelo Marcos estará em verde, e a fonte será Arial, enquanto a resenha escrita pelo Rodolfo estará em azul, e a fonte será Verdana. Aproveitem, em breve faremos um vídeo sobre a saga, que inicialmente era para ser um trilogia, e mais tarde passou a ter 6 livros, sendo que um ainda não foi publicado. 

Cidade dos Ossos

Título Original: City of Bones
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Número de páginas: 459
Cidade dos ossos é um livro que reúne vários seres sobrenaturais, tais como fadas, vampiros, lobisomens etc... Todos esses seres ocupam os mesmos espaços ocupados pelos humanos, porém estes não os percebem por não terem o dom da visão.
O livro é narrado em 3° pessoa e acompanha a história de Clary, uma menina que acaba descobrindo que pode ver o mundo das sombras, em sua busca pela mãe e pelo cálice mortal. O livro tem um ritmo de leitura lento, muitas vezes maçante, ocorrido pelas descrições longas e desnecessárias e pelas várias comparações que a autora emprega; no entanto os personagens são bem construídos e divertidos, o que faz com que passemos algumas páginas mais rápido.
Não sei se foi a tal da expectativa, mas eu esperava MUITO mais desse livro; a história podia ser melhor trabalhada e a escrita da autora realmente não ajudou. Apesar de não ter gostado desse livro, eu lerei o 2° para ver se a história apresenta algum tipo de evolução, mas agora não irei com muita expectativa.

       Cidade dos Ossos é um livro completamente original, onde a autora desenvolve uma mitologia nunca vista antes e digna de aplausos. Nele é narrado a história de Clary, uma adolescente de 16 anos que acreditava ser normal até descobrir que é uma Nephilim – humanos com poderes angelicais, também conhecidos como Caçadores de Sombras. Enquanto sua cabeça dá voltas perguntando-se uma porção de coisas e pedindo explicações, um vilão aparece na narrativa, Valentim, e seu plano maligno é usar o Cálice Mortal para criar um exército particular de Nephilins. Clary descobre que essa não é a primeira vez que Valentim tenta corromper os Caçadores de Sombras, e que ele e sua mãe eram amigos na juventude e ela até se aliara a ele, mas logo nos primeiros capítulos sua mãe é capturada e fica boa parte da saga inacessível, o que deixa Clary atordoada, pois sua mãe era seu ponto de equilíbrio emocional. A narrativa se divide em duas partes conjugadas: uma que vai focar a ação e a aventura da Clary no mundo dos Caçadores de Sombras (minha parte favorita); e outra que foca todo o lado emocional da personagem, o que envolve suas relações amorosas, fraternas e familiares.
         Em "Os Intrumentos Mortais", Cassandra Clare se mostra uma escritora brilhante, com descrições detalhadas e extremamente úteis, já que se trata da explicação de um novo universo e a maioria dos termos são desconhecidos e precisam atenção especial. Chamou-me atenção o equilíbrio que ela consegue ter em toda a série entre as partes que mencionei, o que permite agradar a todo tipo de público, ou pelo menos quase todo. O que difere "Os Instrumentos Mortais" das outras séries YA é que ele envolve questões mais elaboradas e aborda emoções que a maioria dos jovens ainda não entendem, pois os personagens são adolescentes e são obrigados a agir como adultos, em alguns casos tomando decisões que envolvem suas famílias, outras que envolvem a manutenção da raça humana.
         Os livros tem em média 400 páginas, mas a escrita da autora é extremamente fluida e permite uma leitura mais rápida que o comum, por isso são altamente recomendados.

 Cidade das Cinzas

Título Original: City of Ashes
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Número  de páginas: 401
            Pelo fato de toda a mitologia da série já ter sido apresentada anteriormente e o livro dar continuidade à história, "Cidade das Cinzas" segue um ritmo mais rápido; porém o estilo de escrita da autora permanece, constituindo um livro mais longo que o necessário.
            Nos são apresentados novos personagens e uma em especial, subtitulada de "Inquisidora", nos deixa inferir mais sobre a Clave e como ela atua e se organiza.
            O livro basicamente gira em torno de Valentim e nos seus planos para acabar com a Clave por meio do segundo dos instrumentos mortais. É interessante destacar que Valentim não é contra o que a Clave representa, mas sim contra os seus métodos de intervenção.
            O triângulo amoroso continuou irritante, porém foi deixado mais de lado, o que me deixou mais animado para o próximo livro que promete muito mais ação e acontecimentos bombásticos.

         O primeiro livro da série terminou com uma bomba que abalou Clary e a deixou psicologicamente desnorteada e acabou por afetar as duas partes da história, o que gera os acontecimentos do segundo livro. Aqui, a mitologia de Cassandra Clare é melhor compreendida e entendemos alguns pontos deixados de lado em Cidade dos Ossos. O principal triângulo amoroso da saga entra em conflito e quase se dissipa, se não fosse pelas provas de amor que os personagens apresentam. O legal desse trio é que ele não é tratado de uma forma melancólica: os sentimentos são todos discorridos, claro, mas tudo interligado com a história principal, o que aprofunda muito mais os três personagens. Novos personagens nos são apresentados e nos sugerem relações em nossas mentes. Esse livro tem um ritmo mais lento, mas ainda assim sua fluidez nos conta muita coisa e evolui o plano maligno de Valentim, fazendo desse volume, uma transição entre o primeiro e o terceiro volume. O que nos deixa extremamente ansiosos por Cidade de Vidro.

 Cidade de Vidro

Título Original: City of Glass
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Número de páginas: 474
Para quem leu as resenhas dos livros anteriores percebeu que eu não sou muito fã dessa série, mas até que enfim ela me surpreendeu e rendeu uma leitura prazerosa. Ao contrário dos outros livros que se atinham mais a um único problema, nesse acontecem várias coisas simultaneamente, pois a autora tinha que resolver toda a situação que havia criado.
Valentim, com posse de dois dos instrumentos mortais, representa agora um perigo ainda maior para a Clave e para todo o submundo, pois finalmente pode por em pratica seu plano de limpar o mundo e reconstruí-lo.
Nesse meio tempo, Clary se acha em uma busca desesperada para achar uma solução para o problema em que sua mãe está envolvida e nesse percurso acaba descobrindo histórias sobre os outros e si própria. Uma coisa que irritou bastante foi as lamentações e dúvidas amorosas que Clary sentia; era uma coisa compreensível, porém poderia ter sido mais omitida.
Isso tudo se desenrola em Idris, a capital dos caçadores de sombras, e essa mudança de cenário foi com certeza um ponto positivo. Outra coisa bastante interessante foi a autora ter trabalhado com o significado do certo e o errado, pois no desenrolar dos acontecimentos algumas alianças tiveram que ser feitas, reformulando completamente o pensamento dos participantes.
Analisando a trilogia* como um todo, para realizar um livro bom a autora teve que escrever dois livros ruins o que, pesando na balança, não a torna altamente recomendável. (pois para mim uma trilogia tem que te emocionar em todos os livros, seja lá esses sentimentos bons ou ruins)
 *Era originalmente uma trilogia.  

        Finalmente conhecemos Idris no terceiro livro e é onde a maioria dos acontecimentos vai se desenrolar. Esse é sem dúvida o melhor livro da trilogia, pois tudo está perfeito e as questões e os problemas culminam aqui, e a forma como são resolvidos e as respostas aparecem e tudo se relaciona com os outros livros é surpreendente. Cidade de Vidro é um livro que vai ficar marcado na minha história pessoal, e Cassandra Clare se torou minha autora predileta.


O primeiro livro da série foi adaptado para o cinema e está sendo estreado hoje no Brasil, confira o trailer:



~Rodolfo e Marcos
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