quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Resenha: "Dezesseis Luas" - Kami Garcia e Margaret Stohl

Título Original: Beautiful Creatures
Autoras: Kami Garcia e
 Margaret Stohl
Editora: Galera Record
N° de páginas: 490
Desde quando eu vi o filme eu não sosseguei até ter Dezesseis Luas em minhas mãos. Como a maioria que viu, eu achei o filme um grande fiasco; mas tinha esperanças de que no livro a história fosse melhor (até porque todas as resenhas que eu li comparando o livro e filme deixavam isso bem claro). A partir dai minha ansiedade passou a aumentar cada vez mais e depois de meses de namoro com a capa do livro ele finalmente chegou para mim em setembro. Bem, vamos ao que eu achei dele:
A história é narrada em 1° pessoa por Ethan Wate, Sim! Até que enfim um menino morador de uma pequena e pacata cidade chamada Gatlin. Ethan nunca foi o tipo de menino fútil e popular, pelo contrário, ele sonhava sair daquele lugar onde a aparência e a hipocrisia reinava. Ele vinha constantemente sonhando com uma garota misteriosa cujo rosto não conseguia ver e imediatamente sente uma afeição por Lena Duchannes, sobrinha do louco da cidade que recentemente se mudara para la. A partir dai a história vai se desenrolar sobre o amor dos dois, mas não se desespere, tem muita coisa diferente nesse livro.
Uma das principais coisas que me surpreenderam nele, foi a história que o permeia. Quando eu digo história eu realmente estou me referindo aos fatos históricos que ocorreram em determinado momento, nesse caso, a guerra de secessão dos EUA. Sobre essa característica eu não posso falar mais se não vou acabar entregando as melhores partes da história, já que grande parte do entendimento do livro ocorre através de flashbacks.
Outro ponto positivo  foi a escolha de um personagem masculino para narrar a história, pois se o inverso acontecesse o livro estaria fadado ao fracasso na certa. Apesar dessa decisão acertada há muitas cenas e descrições desnecessárias referente aos dois que poderiam ter sido cortadas. Fato evidenciado no tamanho do livro, que poderia ter muito bem 420 páginas.
Não vou mentir, ler esse livro requere um pouco de dedicação. Todo esse lance de fatos históricos é muito legal, mas quando o livro é praticamente só isso a coisa complica. Encontramos aqui uma falta quase absoluta de cenas com clímax, as cenas que deveriam incitar tensão, apreensão ou qualquer outro sentimento no leitor deixam muito, muito a desejar. 
Em contrapartida temos Ridley, minha querida Ridley s2. Ela é simplesmente uma das melhores personagens que eu já vi. Sério, no 1° parágrafo em que ela aparece eu já simpatizei com ela. Loira, irônica, com personalidade forte, uma expert em criar confusões que não se deixa intimidar fácil, ela é grande responsável por abalar a história e deixar tudo mais interessante.
Como eu já disse, o livro não tem nada de impactante, portanto eu não me surpreendi quando me deparei com o que deveria ser o grande final. Não, ele não me deixou curioso para a continuação e sim, provavelmente vou continuar a saga, já que tenho dó de abandona-la. 
Ps: A capa não tem muito a ver com a história, mas é bonita do mesmo jeito.

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