terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Resenha: "A Hospedeira" - Stephenie Meyer

Título Original: The Host
Autora: Stephenie Meyer
Editora: Intrínseca
N° de páginas: 560
O livro "A hospedeira" de Stephanie Meyer é sobre uma raça alienígena que colonizou o mundo em que vivemos e que domina os seres humanos implantando suas almas nos corpos do planeta Terra. Em alguns casos específicos a consciência do corpo humano não é completamente sobre posta pela consciência alienígena, o que gera uma certa resistência daquele humano em ser dominado. É o que acontece com Melanie Stryder.
Nas raras vezes que isso ocorre, os alienígenas pedem para a alma buscar nos hospedeiro -que é como chamam os humanos dominados- alguma informação que possa ajuda-los a chegar em outros humanos que ainda se escondem e fogem.
Melanie foi pega enquanto fugia e, vendo que não tinha escapatória, pula de um prédio. Os curadores a curaram e implantaram uma alma em sua cabeça para restaurá-la e tentar obter informações sobre sua colônia de humanos remanescentes. Mas o que acontece é completamente o contrário.
No desenrolar da trama temos perguntas respondidas; como aquelas que surgem em relação a raça de alienígenas: de onde surgiram? Como descobriram e começaram a colonizar nosso planeta? Como funciona? Tudo isso porque a personagem Peregrina fornece explicações para outros personagens que acabam esclarecendo as coisas para nós, leitores. As vezes é necessário um pouco de atenção porque as falas de Melanie e Peregrina são diferenciadas apenas pelo estilo da fonte, mas quando ambas estão conversando uma com a outra a fonte não se altera, então é um pouco confuso ainda mais quando há um terceiro personagem.
As duas protagonistas, embora estando no mesmo corpo, sentem coisas diferentes diante dos fatos; e foi frequente (pelo menos para mim) as vezes em que esquecemos que toda a reflexão psicológica de Peregrina, na verdade, também está sendo "observada" por Melanie, presa na mente de seu próprio corpo e que faz até comentários quando ela gosta ou não de determinados pensamentos, as vezes até comentado pela própria alma. O que eu particularmente achei interessante.
Como já dito anteriormente, a narração é em primeira pessoa e ocorre alternadamente entre Melanie Stryder e Peregrina.
Em "A Hospedeira" nota-se uma certa evolução da autora desde Crepúsculo, o que talvez tenha amenizado sua má fama, mas que também deixou uma herança não tão boa para o livro, porque muitos tiveram receio sobre ele ser mais um romancezinho clichê, o que na verdade acabou não acontecendo.

Postar um comentário