quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Resenha: "Todo Dia", por David Levithan











Título Original: Every Day
Autor: David Levithan
Editora: Galera Record
N° de páginas: 280










O livro “Todo Dia” de David Levithan vai acompanhar a história de “A”.  “A” não é exatamente uma pessoa, e sim uma consciência que todo dia acorda no corpo de uma pessoa diferente que tenha a mesma idade que ele, seja essa pessoa menino ou menina.  Ao contrário do que eu achava antes de ler, o foco principal do livro não é a condição de “A” (na verdade nós não recebemos quase nenhuma explicação sobre isso), mas sim toda essa rotina louca pela qual o personagem passa; onde cada dia é um corpo diferente e, consequentemente, uma história diferente a ser contada. Desde o começo nós simpatizamos com “A”, pois percebemos o quão cuidadoso ele tenta ser para não interferir na vida das pessoas e não causar nenhuma mudança drástica. É assim que ele(a) vive; a felicidade para ele(a) é algo inalcançável. Até que um dia tudo muda. No dia em questão, “A” é um menino chamado Justin, cuja namorada se chama Rhiannon. Conforme os dois passam o dia juntos “A” descobre que Justin não é um cara tão legal assim e que em apenas poucas horas ele(a) se apaixonou por Rhiannon. A partir daí, um dos melhores romances que eu já li começa a ser narrado e para saber o desfecho dele você terá que ler =) O que eu mais achei genial foi o jeito totalmente original que o autor escolheu para nos passar mensagens que são realmente valiosas. Como “A” nunca se estabeleceu em um lugar e nunca viveu de um mesmo jeito, ele(a) não rotula as pessoas, pois nunca foi afetado  por apenas um tipo de pensamento. A sensação que nós temos quando percebemos tudo isso é libertadora. Questões como religião, beleza, homossexualismo, vício em drogas e muitas outras, são apresentadas para nós de um jeito tão diferente que a compreensão se torna muito mais fácil (pois julgar quando não se está na pele do outro é moleza) e nós automaticamente percebemos o quão fútil o ser humano pode ser. As coisas não são difíceis, nós é que as dificultamos. Eu ficaria super feliz se o livro fosse adaptado para o cinema, pois acho que o impacto visual seria muito maior; além de o cinema atingir um número muito maior de pessoas. Enfim, é uma leitura super recomendada.

"Acordo.
Imediatamente preciso saber quem sou.
Não se trata apenas do corpo – de abrir os olhos e ver se a pele é clara ou escura, se sou gordo ou magro, garoto ou garota, se tenho ou não cicatrizes. O corpo é a coisa mais fácil a qual se ajustar quando se está acostumado a acordar em um corpo novo todas as manhãs. É a vida, o contexto do corpo, que pode ser difícil de entender.”
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