sábado, 19 de abril de 2014

Resenha do filme "Divergente", adptação do livro de Veronica Roth

No início temos logo a característica fundamental de adaptação de livro escrito em primeira pessoa, a voz da protagonista percorrendo o cenário –Chicago- e explicando como a situação chegou no ponto de partida do filme, para que assim todos, principalmente aqueles que não leram o livro, possam se situar na trama; E isso foi feito de forma bem clara, possibilitando o melhor entendimento possível.
Há quem diga que o filme não foi completamente fiel ao livro, contudo, que filme hoje em dia é? Está certo que todo leitor procura no filme tudo aquilo que ele imaginou ao ler, porém algumas adaptações são sempre necessárias, e Divergente nos encantou tanto por ser um daqueles que teve o mínimo de mudanças na história possível. Foram coisas como pular uma cena aqui e ali –talvez com o intuito de diminuir a faixa etária- e algumas adaptações em diálogos, o que, na minha opinião, principalmente no fim do filme, funcionou muito bem.
Quanto à atuação de Shailene Woodley e Theo James, posso dizer que não deixaram a desejar, mas que Shailene como Beatrice/Tris teve mais destaque devido a densidade e a determinação que a protagonista possui no livro. Theo James não ficou assim tão atrás, porém achei que seu desenvolvimento poderia ter sido mais intenso, o ator absteve-se de algumas emoções e, por isso, não passou tanto a ideia do personagem que ele realmente é, mesmo sendo essa a característica mais marcante de Quatro no livro. Quanto aos outros personagens, os papeis foram igualmente bem interpretados. Kate Winslet (Jeanine Matthews) executou uma vilã com maestria, nos fazendo sentir o mesmo ódio que sentimos ao lê-la. Suas expressões também foram muito bem exploradas, foi uma ótima escolha de atriz nessa questão.
A sonoplastia do filme foi claramente muito trabalhada e funcionou incrivelmente bem durante todo o longa. Os Efeitos Principais das cenas de grande clímax chegou a nos causar arrepios; apesar de nós já sabermos o que viria a seguir, fomos muito surpreendidos, foram exclamações de “Oh meu Deus” a todo momento. A trilha sonora também encaixou perfeitamente e causou às cenas muito mais sensibilidade e destaque. Em suma, essa parte não há o que questionar, pelo menos não do ponto de vista de uma fã.
Algo que eu achei que poderia ter sido melhor (sim, não foi 100%) foi o quesito maquiagem. Para quem leu, vocês se lembram o quanto Tris apanha, certo? Uma coisa difícil de esquecer. Pois então, no filme, as cenas de luta foram bem feitas e executadas e, como já dito, Shailene interpretou essas cenas tão bem quanto as outras, contudo, com todas as cotoveladas e murros, os hematomas que ela ficava eram sempre quase imperceptíveis e sumiam logo. Poderia haver um pouco mais de dramatização nesse ponto assim como teve na hora de execução das lutas.

O filme como um todo atingiu seu objetivo principal, e apesar de não esperarmos muito enquanto ainda estavam sendo divulgados os trailers e notícias, Divergente superou e muito nossas poucas expectativas, o que, sem dúvida, nos faz involuntariamente ficar apreensivos para as sequencias, além de muito curiosos para saber como a produção dos filmes vai lidar com o fato de Insurgente ser o mais parado da trilogia. Aguardemos para ver.

Valeu muito a pena esperar este lançamento.

~Acho que vou morar nos cinemas até sair de cartaz~ :D

Fizemos um vídeo assim que saímos da sala de cinema com um preview do que achamos a princípio, assista a seguir: