segunda-feira, 7 de julho de 2014

Resenha: “Mentiras no Divã” - Irvin D. Yalom


Título Original: Lying on
the couch
Autor: Irvin D. Yalom
Editora: Ediouro
N° de páginas: 402
A resenha de hoje é de um tipo de livro que não é muito comum aqui no blog, se trata do livro “Mentiras no Divã”. Como o livro é bem diferente, resolvi fazer a resenha também de um jeito diferente; vou topicalizar alguns aspectos do livro e comentar cada um deles.
- Tema original e pouco explorado: O tema central seria psicologia e psicoterapia. Grande parte dos personagens são psicólogos já estabelecidos e com clínicas próprias. Os outros personagens entram na história como pacientes. Nós inevitavelmente nos deparamos com muitos termos e técnicas dessa área, mas isso não é feito de maneira chata. Quando nos damos conta, já aprendemos várias coisas interessantes de um livro que de maneira nenhuma pode ser classificado como didático.
- História não linear: A história segue uma ordem cronológica sim, mas a não linearidade se dá pelo fato de ás vezes o enredo ser subitamente interrompido para apresentar outro personagem ou fato. Cada capítulo foca em um personagem diferente, sendo narrado em 1ª pessoa por ele mesmo. Isso ajudou o livro a manter uma certa dinâmica. Os capítulos, porém, são bem grandes, o que pode se tornar um pouco maçante. 
- Personagens bem desenvolvidos: Os três personagens principais são muito bem desenvolvidos. O autor os explora de um jeito tão profundo, que nós facilmente passamos a compreender seus pensamentos e suas motivações. Esses três personagens se conhecem (embora nem todos saibam) e constituem o arco principal da história. Os personagens e histórias secundárias também são bem desenvolvidos, porém ocupam menos páginas. 
- Escrita peculiar: O fato de os personagens serem tão bem desenvolvidos se dá graças a uma escrita peculiar e diferente da “convencional”. Em alguns diálogos, por exemplo, nós ouvimos a fala de apenas um personagem; o que nos força a inferir as perguntas com base apenas nas respostas que ouvimos. A escrita no começo pode oferecer dificuldade, mas a gente acaba se acostumando com ela. 
- Ponto negativo: Uma coisa que pode ser considerada negativa é o fato de a história não nos oferecer muitos estímulos. Não há nenhuma pergunta ou coisa que nos deixe intrigados, nada a ser desvendado, respondido. Nós simplesmente acompanhamos a vida desses personagens e só. Talvez esse estranhamento aconteceu devido a eu estar acostumado com livros cheios de reviravoltas e grandes incógnitas. 
Bem gente, essa foi a melhor maneira que eu encontrei de resenhar esse livro. Acho que o principal está ai. Espero que tenham gostado.