quarta-feira, 2 de julho de 2014

Resenha: “Quem é Você Alasca?” - John Green


Oi Gente, esse livro foi lido pelo Marcos e pela Dani e os dois resolveram fazer resenha, então vai ter duas resenhas. A primeira vai ser do Marcos e a segunda da Dani.

Resenha do Marcos:

Título Original: Looking for Alaska
Autor: John Green
Editora: Wmf Martins Fontes
N° de páginas: 240
“Quem é Você Alasca?” é o primeiro livro publicado pelo John Green. 
Narrado em 1ª pessoa pelo protagonista Miles Halter, o livro conta a história do mesmo em busca do seu “Grande Talvez”. Isso se dá, pois Miles estava cansado de sua vida pacata e, inspirado pelas últimas palavras do poeta François Rabelais, muda de cidade e ingressa em um colégio interno. Lá ele encontra Chip, colega de quarto que mais tarde se tornaria seu primeiro amigo, e Alasca, garota pela qual imediatamente se sente atraído. 
A história do livro é essa, e foi esse o ponto principal que não me fez gostar do livro. Não vejo muita coisa original em escrever sobre isso, mas isso também não quer dizer que John Green tenha copiado tudo. Assim como nos outros livros que eu li dele, posso perceber que o autor tem ideias e pensamentos simplesmente incríveis, além de conseguir passar isso de um jeito muito inteligente e que me encanta. 
O que não funcionou nesse livro foram os personagens que foram muito mal desenvolvidos; como Miles era o garoto novo na escola que se deixou levar pelas outras pessoas e se apaixonou por Alasca, suas narrações sempre envolviam bebidas, cigarros, últimas palavras (Miles era obcecado por elas), seu amigo Chip, Alasca, estudos, mais Alasca, saudade dos pais e mais Alasca. Isso me irritou de tal maneira que eu quase abandonei o livro, só não abandonei pela curiosidade causada pela divisão feita no livro. A 1ª parte do livro é intitulada de “antes” e cada capítulo dessa parte se inicia com o número de dias que falta para chegarmos ao “depois”, 2ª parte do livro. 
Bem, eu não gostei do livro, a história fraca aliada a personagens mal desenvolvidos e um estilo de narrativa lento tornou o resultado meio decepcionante. Essa é a minha opinião, mas não recomendaria você a ler o livro. A única coisa interessante que há nele são as últimas palavras que nos são apresentadas e as reflexões por trás delas, só. Fico feliz em perceber que John Green consertou seus erros nos próximos livros que lançou, pois “Cidades de Papel” realmente mostrou essa melhora (leia a resenha aqui). 
Ambos, “Cidades de Papel” e “Quem é Você Alasca?”, serão adaptados para o cinema. 

Resenha da Dani:

Bom, o livro nos apresenta Miles Halter, um menino de 16 anos que vive sua vida pacata com os pais até que decide que deve ir em busca de algo mais, algo que ele chama de o “Grande Talvez”. O que por acaso são as últimas palavras de alguém, e Miles coleciona ultimas palavras.
“Gordo”, como passa a ser seu apelido depois de mudar-se para o colégio interno CulverCreek, conhece amigos como nunca tivera antes por ter sido sempre o inteligente com o qual ninguém gosta muito de se relacionar; amigos com os quais ele passa a fumar e beber, o que não vem ao caso. Uma pessoa em especial nesse grupo de amigos chamou a atenção de Miles por sua bipolaridade, singularidade e por ser tão imprevisível: Alasca Young. Uma menina completamente desinibida e um pouco impulsiva que se relaciona com os meninos de forma bastante normal em assuntos que algumas pessoas têm vergonha de falar sobre. 
Certo dia, sem qualquer explicação, acontece o clímax do livro que envolve Alasca, o que gera uma motivação em Miles e os outros garotos para descobrir o que havia por traz de tudo e aí acaba nosso interesse pelo o que ocorre no livro. Assim, simplesmente. Não somos levados a crer que haja algo a mais no livro além da preocupação de jovens em descobrirem a si mesmos disfarçadamente enquanto voltam toda sua preocupação para Alasca, uma personagem que talvez seja a mais enigmática e alvo de questionamento no livro todo.
John Green se abstém de grande descrições detalhadas, tanto que eu diria que o livro é mais psicológico –embora as reflexões não sejam assim tão complexas- do que visual. Você não consegue imaginar um filme sendo feito a partir daquilo, não consegue imaginar os personagens com clareza, a não ser Alasca Young, que desperta um interesse maior no leitor [ao menos em mim] talvez pela maneira como é exaltada e descrita pela narração em 1º pessoa feita por Miles.
Quem é você, Alasca? Trouxe reflexões juntamente com um professor de religião, personagem do livro, as quais se relacionam às “últimas palavras” específicas que inquietam Alasca e Miles e que acabam sendo esclarecidas e percebidas, digamos assim, no final do livro, e que arremata o que não foi algo tão grandioso quanto poderia ter sido. Talvez tenha faltado uma motivação maior para tudo o que acontece e uma justificativa mais plausível para o protagonista.
Não sei se o motivo do livro ter me desagradado foi porque eu comecei a leitura com certa expectativa e John Green acabou não as alcançando, porém creio que há de ter quem concorde comigo. Realmente queria ter aproveitado melhor o conteúdo. Quem sabe no próximo?