segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Eu posso ler o que eu quiser?

    Observando alguns blogueiros e vlogueiros literários e seus respectivos gostos literários, cheguei a um questionamento que vem me incomodando faz alguns meses e queria a opinião de vocês.
    De acordo com as editoras, autores e nós mesmos, blogueiros interessados pela literatura contemporânea, contamos hoje com uma certa “classificação” para a literatura baseada na faixa etária que mais lê aquele tipo de história, alguns deles são: infanto-juvenil; jovem-adulto..
    Enfim, vocês devem saber dessas divisões no mundo literário, mas, como eu disse, um questionamento me vem à cabeça quando tocamos nesse assunto: até que ponto podemos nos encaixar em determinada categoria e sermos às vezes julgados por estarmos mais velhos ou mais novos do que aquela categoria prevê que seus leitores sejam? Deixa eu explicar.

    Hoje em dia é muito comum os livros de distopia, ficção, romances fofos e por aí vai. Acontece que na maioria das vezes, essas leituras se mostram bem mais leves que alguns outros classificados como jovem-adulto, clássicos, etc.. e algumas vezes você, por gostar desses tipos de livros, pode ser taxado como “leigo” se você for relativamente mais velho, algumas pessoas não enxergam que você pode gostar de livros simples mesmo sua idade indicando que talvez você tenha uma compreensão mais ampla e que merece ler livros mais complexos.
    Estou dizendo isso porque em alguns momentos me pego pensando na maioria de minhas leituras, que são infanto-juvenis ou mais destinadas a jovens. Eu, por cursar letras e ter quase 20 anos não deveria estar lendo os clássicos da literatura ou uma literatura atual elaborada de autores renomados por seus pontos de reflexão inteligentes? Talvez, mas de que adiantaria eu estar lendo esses livros sem estar ao menos entendendo tudo que ele tem a oferecer, transformando a leitura numa simples passagem de olho por palavras e sem nenhuma absorção de conteúdo? Experimentei exatamente essa sensação ao ler “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen. A linguagem utilizada para contar uma história simples e que esconde uma crítica à época em que foi escrita não foram proveitosas para mim, visto que eu não apreciava a bela escrita cheia de adornos. Então, adiantou alguma coisa eu apenas dizer que li um clássico apenas por dizer?      Apenas queria deixar meu ponto de vista claro: não importa o quanto demore, se você ainda aprecia livros mais simples e lê-lo te traz prazer (que é o que a leitura deve fazer para nós) continue lendo, e se você começar a ler livros mais complexos, que seja porque você se interessou e passou a aproveitar essa leitura.

   
É isso, gente, só queria deixar uma opinião minha aqui pra vocês, comentem se vocês acham isso também ou se discordam. Beijos e até o post da semana que vem!
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