quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Resenha: "O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel" - J. R. R. Tolkien


Antes que vocês me perguntem, não sei porque só resolvi ler Senhor dos Anéis agora. Na verdade eu conheci mesmo A Trilogia quando comecei a namorar e meu namorado me fez assistir os filmes. Mas só depois que começaram a lançar os filmes sobre O Hobbit é que me deu vontade de ler mesmo alguma coisa da literatura de Tolkien (e que erro meu).
    Minha tia também já tinha lido mas eu nunca nem sequer quis saber do que se tratava, até que li O Hobbit no fim do ano, antes que o último filme fosse lançado, e me apaixonei por aquela escrita detalhada e fluida ao mesmo tempo. Como alguém pode escrever dessas duas maneiras simultaneamente? E foi aí que corri atrás de comprar a trilogia do anel e pedir para meu querido namorado O Silmarillion, fiquei desesperada e já queria ler tudo de uma só vez. Bom, agora que vocês entendem porque só agora estou fazendo minha primeira resenha de Tolkien, vamos a resenha do primeiro volume: A Sociedade do Anel, publicado em 1954.



Título Original: The Fellowship of the Ring
Autor: J. R. R. Tolkien
Editora: Martins Fontes
Nº de págs: 566






 Assim como em O Hobbit, iremos acompanhar uma jornada na Terra Média interligada com a anterior, também com uma “missão”, um hobbit, e um mago. Frodo, um hobbit adotado por Bilbo Bolseiro (protagonista de O Hobbit), é encarregado de uma tarefa deveras mortal: levar o Um Anel até o lugar onde ele foi criado, para que assim ele possa ser destruído e para que o mal não se apodere dele. Falando assim parece até uma missão fácil, se não fosse pelo fato de que Sauron, o criador do anel, e várias outras criaturas (e pessoas) estão em busca do Um Anel e não vão tornar a jornada de Frodo fácil. O pequeno hobbit não está encarregado dessa árdua tarefa sozinho, ele contará com uma comitiva de 9 pessoas que se ofereceram para ajudar e que foram nomeados pelo conselho de Elrond, o grande elfo de Valfenda.
 
  E é aí que começamos a conhecer cada um da comitiva e temos amostras dos perigos que todos correrão para executar a missão da qual são encarregados. E vemos também uma das grandes semelhanças com o livro antecessor, Tolkien faz com que você nem perceba as milhares de milhas que eles percorrem durante o livro pois cada situação, por mais simples que seja, se torna bela sob as palavras que o autor usa, o que não deixa o livro nem um pouco cansativo, mesmo sendo a viagem deles aparentemente chata durante as partes em que não há nada a não ser caminhada e acampamentos.


  Uma coisa que percebi ser muito importante e presente na literatura de J R R Tolkien são os elementos da natureza. A água, determinadas florestas, montanhas, terras.. todos eles são quase personificados e dentro da Terra Média tem histórias que os fizeram ou ser temíveis ou serem protetores, e como praticamente toda a viagem é através de florestas, rios e montanhas, constantemente algum membro da comitiva nos conta algo sobre eles.
   Como eu disse, a semelhança com o livro anterior, O Hobbit, é inegável e a todo momento temos a característica que mais me chamou a atenção: a facilidade de detalhar uma situação sem que ela fique exaustiva para o leitor. Mesmo o livro anterior tendo sido escrito para uma criança (o filho de Tolkien) ele ainda mantém essa habilidade, trabalhando as palavras de modo que você se vê dentro da Terra Média sem nem ter percebido, e às vezes até as canções presentes em ambos os livros parecem estar sendo cantadas de fato.


Inscrições na língua de Tengwar dentro e fora do anel que significavam: Um Anel para todos governar, um Anel para encontrá-los, um Anel para todos trazer e na escuridão aprisioná-los.

Talvez um ponto que seja negativo é o protagonista ter deixado de ser Bilbo Baggins para ser Frodo. Desde que assisti os filmes percebi que ele era demasiado frágil e cansativo, e comprovei isso ao ler o primeiro livro. Bilbo ia a luta mesmo sem saber lutar, era corajoso mesmo que ele não soubesse disso ao deixar o condado; já Frodo está o tempo todo se escondendo e limitado pelo poder que o anel exerce sobre ele, sempre tendo que ser protegido ou carregado por alguém da comitiva. E isso de certa forma me incomodou, o bom é que a narrativa é onisciente então não estamos limitados aos pensamentos dele.
    Bom, acho que não tenho mais elogios, e como sempre me embaralho quando gosto de verdade de algum livro, então espero ter deixado meus pontos de vista claros. Até a próxima (;

“Você pode aprender alguma coisa e, quer as coisas que verá sejam boas quer sejam más, a visão pode ser compensadora, ou não. Ver é ao mesmo tempo bom e perigoso.”
Postar um comentário