segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Resenha: "Naomi e Ely e a Lista do Não Beijo" - David Levithan e Rachel Cohn


    É uma verdade universal que quando você inicia a leitura de um livro e começa a se ver na personagem e na sua história, você vai querer acabar a leitura o quanto antes e imediatamente vai amá-la. Você sabe do que eu estou falando não é? Pois então, com “Naomi e Ely e a Lista do Não Beijo” foi assim.
   Primeiro gostaria que vocês se lembrassem quem é o coautor desse livro (Levithan) e em seguida lembrassem de como esse cara consegue magicamente colocar em palavras tudo aquilo que você sempre sentiu mas nunca foi capaz de descrever o que era. Lembraram? Esse é o Levithan que temos de volta nesse livro, já que ele não foi muito bem sucedido em “Invisível”.



Título original: Naomi and Ely's No Kiss List
Autor: David Levithan e Rachel Cohn
Editora: Galera Record
Nº de págs: 256




   Naomi é uma garota peculiar. Digo peculiar não porque ela foi atingida por radiação e desenvolveu poderes especiais, mas sim porque ela tem características diferentes das que geralmente são comuns de se encontrar em garotas (e isso é completamente positivo, leia e você vai entender do que eu estou falando). Ela tem um melhor amigo: Ely (pronuncie “ÉLI”, mas se você achar que o certo é “ELAI” nada te impede, eu também não tenho certeza do correto). Os dois, desde que são amigos, são muito unidos, e eu acredito que seja porque uma amizade com um cara gay é bem mais fácil de manter do que com outra garota. Enfim, os dois compartilham segredos, roupas, casas... tudo, menos os meninos que podem ser beijados, é aí que entra a tal “Lista do Não Beijo”. Ambos criaram essa lista baseados em meninos que eles gostariam de beijar, mas que não podem para que não haja discórdia entre os dois. E isso funciona muito bem até que Ely resolve ignorar as regras e beijar o boy magia de Naomi (que ela na verdade nem gosta tanto assim e não estava exatamente na lista, mas ainda assim é ~dela~). E então tudo começa a desmoronar, a amizade dos dois sofre uma drástica separação e nós também acabamos sendo levados pela tristeza.
    O livro tem vários pontos de vista (coisa que já vimos em “Todo Dia”, certo?), tanto de Naomi e Ely, quanto das pessoas ao redor dos dois, como amigos, o porteiro do prédio deles, a organizadora do bingo do prédio e por aí vai. E o bacana é que isso faz muita diferença na hora de ler, pois não fica nada confuso e não deixa que a gente canse das lamentações de Naomi, nem das loucuras cometidas por Ely. Nesses momentos em que a narrativa fica por conta de Naomi, podemos ver o quanto ela é diferente, e que por trás de toda aquela banca de garota “não-me-importo-com-ninguém” há uma pessoa muito preocupada com a mãe e com a amizade que foi abalada, e isso é muito bacana.

    Eu vi muito de mim em Naomi, e é engraçado como a gente só percebe essas nossas características quando vê elas descritas em outras pessoas ou escritas em um papel. Ela consegue ser uma personagem peculiar da maneira que Alasca não foi, pois ela é legal de um jeito diferente e que agrada aos leitores.
  Como eu disse, David Levithan está de volta nesse livro como aquele que conhecemos em “Todo Dia” e nos apaixonamos, tanto na escrita com o uso das palavras certas em toda situação, quanto no modo de nos apresentar uma história simples e envolvente quando mais precisamos. Tem também o trailer ~~AQUI~~ do filme que já estreou nos EUA dia 17/Julho mas que só tem trailer aqui por enquanto mesmo. 

  Espero que vocês deem uma chance para Naomi e Ely, assim como eles mesmos tiveram que dar para a amizade deles, e me digam a opinião de vocês depois de ler. Beijos e até a próxima (;
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